terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um novo caminho.





Hoje quando acordei, notei um sentimento invasor dentro de mim. Sempre tentei deixá-lo do lado de fora, mas quando olhei através da janela e vi o sol nascendo no horizonte azul e salgado do mar, ele me confirmou o que eu já imaginava. Estava na hora.

Desde pequenos, sonhamos com a tão desejada liberdade; morar sozinho, sem o olhar vigilante dos pais, para poder fazer o que quiser, na hora que quiser! Realmente, quem dera fosse assim tão fácil. Ainda não senti o sabor da mudança, mas o cheiro já me dá água na boca.

Medo do desconhecido todos têm, mas acho que todos deviam se preocupar mais com passar a amar após conhecer. Sei que pode levar apenas alguns meses para que a responsabilidade de alguns acabe se perdendo ao primeiro vislumbre de novidade e ausência de um aviso carinhoso de uma mãe, ou um sermão sábio de um pai.

O irônico é que no fim das contas, acabamos descobrindo que almejamos esse tempo todo uma liberdade que não existe. Não completamente. Pelo menos, não enquanto o bom senso continuar existindo. O comprometimento simplesmente é transferido, e acabamos nos prendendo novamente, e, possivelmente, a algo que nos sufoca e inibe de maneira muito pior. Somos obrigados a amadurecer e encarar o mundo de maneira mais séria, responsável, se quisermos sobreviver ao que nos espera pela frente.

Todas as nossas escolhas, apesar de algumas serem maiores que as outras, acarretam em conseqüências, nem sempre correspondentes ao tamanho da nossa decisão. Então só podemos analisar as opções, e torcer para que tenhamos escolhido a porta certa; que nem sempre é aquela que nos leva pelo caminho mais fácil, mas que nos deixe tirar mais proveito durante a caminhada.