
Muitas pessoas reclamam por não serem amadas o suficiente, ou por não conseguirem amar com todo o coração. Mal sabem elas que têm sorte por nunca terem encontrado o amor de suas vidas. Há sempre os dois lados; aquele quando não se corresponde ao esperado, e aquele que supera o limite.
Entendo que ninguém quer ficar sozinho, mas aposto que viver eternamente em dúvida não é muito melhor. Ainda não sei se parece um drama ou uma comédia romântica. Será que porque eu sempre gostei de finais tristes, vou ter que terminar em um nesse meu drama/comédia? Acho que o único caso que me faz rir em toda essa história é quando não quero chorar. É tão óbvio que me impede de enxergar.
O que realmente torna esse “filme” uma piada é a inconstância. Desde que comecei a escrever o texto até agora, a minha opinião já mudou duas vezes, e tenho certeza que até o final vai mudar mais uma. Deixa de ser importante, relevante. E de repente, todos os atores, inclusive os protagonistas, mudam: agora eles não passam de coadjuvantes, e eu sou o centro das atenções. O que chega a ser pior é que eu tenho grandes chances de ganhar o Oscar de melhor atriz. Parece que em tudo tenho que atuar, fingir, e até enganar. E agora eu já nem sei se quero ser eu mesma de novo.
Dúvidas são cruéis. Só não mais cruéis que as pessoas que as causam. Será que é tão difícil simplesmente seguir o roteiro? Acho que já fiz de tudo, mas ele me parece mais bobo do que é. E eu nunca fui o tipo de pessoa que leva as desnecessidades em frente, só queria que a cena final incluísse um certo e único "E viveram felizes para sempre".

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