quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Breathe.

Eu nunca imaginei que chegaria ao ponto de abandonar uma ou duas horas de sono, perder segundos preciosos da tua respiração tão calma em sono profundo, que me acalmam mesmo nas piores noites, e me deixar passar frio com esse pijama tão fresco e o ar condicionado ligado no máximo, apenas para expressar, de alguma forma, a paz que eu descobri e encontrei dentro de mim. E quem diria que isso ia acontecer em tão pouco tempo, mesmo considerando que os dias para mim se transformaram em semanas?

Respirar não é mais difícil, é um alívio. As palavras fazem sentido, e os abraços mais ainda. Ou talvez não façam sentido algum, mas eu simplesmente não me importo mais; me libertei. E que diferença faz se isso só vai durar um ou dois dias, que seja verdade ou delírio? O dia finalmente chegou, após noites e mais noites de lágrimas e orações. E quando a felicidade chega, de forma tão inesperada e silenciosa, é porque ela veio para ficar, para substituir os sonhos antigos e construir novos. E as expectativas não ilusórias só crescem.

Deixo o frio arrepiar meus braços e pernas, quase tão eficiente quanto beijos carinhosos no pescoço. Estou sentindo o frio. Estou sentindo, apenas. E vendo, e amando, e querendo. Mas acima de tudo, amando. E não mais de forma precipitada, quando eu disse que ia deixar as coisas irem acontecendo, estava falando sério. Mas amando a vida, as pessoas, Deus e o mundo! Quem me conhece, poderia até dizer que eu estou apaixonada, o que não seria um engano, pois geralmente quando a vida me excita desta forma e eu espere ansiosamente por novidades, é sinal de coração batendo descompassado e borboletas no estômago. Tão intensa e inconseqüente, como sempre me atingiu. Mas dessa vez, não é por um namorado que me valorize como eu mereço que eu anseio, é pela vida. Pelas festas, pelos amigos, por surpresas, sorrisos, troca de olhares, romances passageiros e corações quebrados novamente.

E é justamente com meu coração quebrado e já remendado, que volto para cama. Para braços e suspiros, pernas entrelaçadas. E um futuro que não vejo nem sinto, mas que quero e amo como se já soubesse o quanto vou ser feliz mais para frente. E, o melhor de tudo, é que eu realmente sei.

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